Manejo microcirúrgico precoce dos aneurisma intracranianos rotos prediz melhor resultado clínico

Autores

  • Lucas Crociati Meguins
  • Diogo André Taffarel
  • Dionei Freitas de Morais
  • Raquel Cristina Trovo Hidalgo
  • Crescêncio Alberto Pereira Centola
  • Eberval Gadelha Figueiredo

DOI:

https://doi.org/10.22290/jbnc.v32i4.1986

Palavras-chave:

Hemorragia subaracnoidea, Aneurisma intracraniano roto

Resumo

Introdução: A hemorragia subaracnoidea aneurismática é uma condição grave com risco de morte associada a maus resultados clínicos e neurológicos. Avanços nas intervenções cirúrgicas e endovasculares melhoraram as taxas de mortalidade em pacientes com aneurisma intracraniano roto. Objetivo: Avaliar o impacto do tratamento microcirúrgico precoce na evolução clínica de pacientes com ruptura de aneurisma intracraniano. Método: Estudo observacional retrospectivo, composto por pacientes admitidos no Pronto-Socorro de um centro terciário público com hemorragia subaracnoidea aneurismática, entre outubro de 2015 e junho de 2020. Resultados: Duzentos e vinte e oito pacientes foram tratados com microcirurgia técnicas, totalizando 289 aneurismas clipados. Cento e sessenta e nove (74,12%) pacientes eram mulheres e 59 (25,88%) homens. Na admissão, 166 (72,81%) pacientes foram classificados de acordo com a Escala de Hunt-Hess como I a III e 62 (27,19%) como IV e V. Cento e vinte e seis (55,26%) foram tratados <48h após hemorragia subaracnoide e 102 (44,74%)> 48h. Após seis meses de acompanhamento, 89 (70,63%) pacientes tratados precocemente (<48h) apresentavam mRS≤3, 16 (12,70%) com mRS 4 ou 5 e 21 (16,67%) morreram, com uma média de permanência hospitalar de 28 dias; enquanto 49 (48,04%) pacientes tratados tardiamente (> 48h) apresentavam mRS≤3, 19 (18,63%) com mRS 4 ou 5 e 34 (33,33%) morreram, com média de internação hospitalar de 49 dias. Conclusão: A hemorragia subaracnoidea aneurismática é uma doença grave e o manejo microcirúrgico precoce representa um ponto chave para o tratamento bem-sucedido dessa condição com risco de vida.

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Biografia do Autor

Lucas Crociati Meguins

Service of Neurosurgery, Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME); Hospital de Base; São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil

Diogo André Taffarel

Service of Neurosurgery, Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME); Hospital de Base; São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil

Dionei Freitas de Morais

Service of Neurosurgery, Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME); Hospital de Base; São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil

Raquel Cristina Trovo Hidalgo

Service of Neurosurgery, Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME); Hospital de Base; São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil

Crescêncio Alberto Pereira Centola

Service of Interventional Neuroradiology, Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME); Hospital de Base; São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil

Eberval Gadelha Figueiredo

Service of Neurosurgery, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Hospital das Clínicas; São Paulo, São Paulo, Brazil

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Publicado

2022-01-06

Como Citar

1.
Meguins LC, Taffarel DA, Morais DF de, Hidalgo RCT, Centola CAP, Figueiredo EG. Manejo microcirúrgico precoce dos aneurisma intracranianos rotos prediz melhor resultado clínico. jbnc [Internet]. 6º de janeiro de 2022 [citado 26º de maio de 2022];32(4):347-55. Disponível em: https://jbnc.emnuvens.com.br/jbnc/article/view/1986

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