Plasmocitoma solitário ósseo em região cranioencefálica occipital. Revisão e relato

Autores

  • Patrick Moro Mariano
  • Larissa Fernanda Fonseca Russo
  • André Rodrigues Sodré
  • Alfredo das Neves Magalhães Fernandes
  • Manoela Marques Ortega
  • Carlos Tadeu Parisi de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.22290/jbnc.v32i4.1994

Palavras-chave:

Plasmocitoma solitário ósseo, Região cranioencefálica occipital, Mieloma múltiplo, Microcirurgia

Resumo

Introdução: Plasmocitomas solitários (PS) são tumores sólidos, originados da proliferação local de linfócitos B maduros, que adquirem um padrão de multiplicação monoclonal e desordenado, correspondendo a 5% de todos os tumores de células plasmáticas. Quando não há evidência de discrasia plasmocitária em outros locais do corpo, o crânio e o sistema nervoso central são raramente afetados de maneira isolada por esse tipo de tumor, dificultando a realização de seu diagnóstico, sendo apenas definitivo através de exames imuno-histoquímicos e histopatológicos. Objetivo: O presente relato teve como objetivo reportar um caso raro de PS ósseo (PSO) em região cranioencefálica occipital, de importante significância clínica frente à escassez de relatos semelhantes existentes na literatura nacional e mundial. Resultados: Paciente de 78 anos encaminhado ao Hospital devido a abaulamento de crescimento progressivo em região occipital, mas consciente, orientado e sem déficits neurológicos focais. A tomografia computadorizada (TC) e angio-TC de crânio evidenciaram lesão expansiva sólida extra-axial com destruição óssea da calvária occipitoparietal. Foi realizada ressecção subtotal da lesão, tendo sido observada marcação para CD138, antígeno de plasmócitos MI15 (+), cadeia leve de imunoglobulina Kappa 18B5 (+), Lambda (-) e S-100 (-), confirmando o diagnóstico de PSO em região cranioencefálica occipital. O paciente obteve recuperação completa e, após um ano, evoluiu a óbito devido a complicações cardiovasculares. Conclusões: PSO é uma discrasia de células plasmáticas rara, mais comum em homens acima de 40 anos. A excisão cirúrgica do tumor faz parte de uma excelente medida primária. Portanto, conhecer aspectos clínicos garante o sucesso diagnóstico, visto a real probabilidade de evolução para mieloma múltiplo ou metástases.

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Biografia do Autor

Patrick Moro Mariano

MD, MR, Medical Residency in Neurosurgery, Neurosurgery Service. Hospital Universitário São Francisco (HUSF). Laboratory of Cell and Molecular Tumor Biology and Bioactive Compounds, Post Graduate Program in Health Science, São Francisco University, USF; Bragança Paulista, São Paulo, Brasil

Larissa Fernanda Fonseca Russo

Student of Medicine, Universidade São Francisco (USF), São Paulo, Brazil

André Rodrigues Sodré

Student of Medicine, Universidade São Francisco (USF), São Paulo, Brazil. Laboratory of Cell and Molecular Tumor Biology and Bioactive Compounds, Post Graduate Program in Health Science, São Francisco University, USF; Bragança Paulista, São Paulo, Brasil

Alfredo das Neves Magalhães Fernandes

Preceptor at Medical Residency in Neurosurgery, Neurosurgery Service, Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, São Paulo, Brazil

Manoela Marques Ortega

Laboratory of Cell and Molecular Tumor Biology and Bioactive Compounds, Post Graduate Program in Health Science, São Francisco University, USF; Bragança Paulista, São Paulo, Brasil

Carlos Tadeu Parisi de Oliveira

Chief of Neurosurgery Service, Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, São Paulo, Brazil

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Publicado

2022-01-06

Como Citar

1.
Mariano PM, Russo LFF, Sodré AR, Fernandes A das NM, Ortega MM, Oliveira CTP de. Plasmocitoma solitário ósseo em região cranioencefálica occipital. Revisão e relato. jbnc [Internet]. 6º de janeiro de 2022 [citado 26º de maio de 2022];32(4):324-5. Disponível em: https://jbnc.emnuvens.com.br/jbnc/article/view/1994

Edição

Seção

Case Report

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