Complicação de ferida operatória após craniectomia descompressiva. Desafio no tratamento

Autores

  • Dyhonata Henrique Negrisoli
  • Renata Paschoal Silva
  • Rebbeca Musy de Almeida
  • Cassiano Cassemiro de Carvalho
  • Leandro Urquiza Marques
  • Juliano Candido Batista
  • Carlos Umberto Pereira
  • Nícollas Nunes Rabelo

DOI:

https://doi.org/10.22290/jbnc.v32i4.1995

Palavras-chave:

Craniectomia descompressiva, Complicações pós-operatórias, Deiscência de ferida cirúrgica

Resumo

Introdução: A craniectomia descompressiva (CD) é um procedimento neurocirúrgico que envolve a remoção de parte do osso do crânio para reduzir a pressão intracraniana (PIC). Se, por um lado, sua prática é considerada benéfica. Por outro lado, após a CD, podem ocorrer complicações, inclusive na ferida operatória. Os fatores de risco específicos para o desenvolvimento de complicações incluem o estado neurológico e a idade do paciente. Metodologia: Realizou-se um estudo descritivo, apresentando um relato de caso e realizando uma revisão de literatura usando dados nas bases eletrônicas PubMed, Medline, Science Direct e SciELO. Foram utilizados os termos “craniectomia” e “complicações pós-operatórias” e selecionados trabalhos referentes às complicações pós-opertórias da ferida cirúrgica de pacientes submetidos a craniectomia descompressiva. Discussão: As complicações da ferida após a CD foram classificadas como deiscência, ulceração ou necrose. Dentre as citadas, presume-se que a deiscência seja mais facilmente tratada quando prontamente observada e tratada. Diferentemente, as úlceras representam um desafio maior por estarem estritamente relacionadas à infecção, enquanto a necrose se apresentou como um evento mais raro, porém mais temido devido a potenciais complicações relacionadas, incluindo infecção. Conclusão: Embora o procedimento seja simples e benéfico para o paciente, ele coloca os pacientes em risco de muitas complicações que podem afetar negativamente o resultado. Até o momento, não existem muitos relatórios específicos abordando este tema, o que torna difícil orientar o curso de ação.

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Biografia do Autor

Dyhonata Henrique Negrisoli

Neurosurgery Intern, Hospital das Clínicas Samuel Libânio, Pouso Alegre, Minas Gerais, Brazil

Renata Paschoal Silva

Student of Medicine, Unifenas University, Alfenas, Minas Gerais, Brazil

Rebbeca Musy de Almeida

MD, Alfenas Minas Gerais, Brazil

Cassiano Cassemiro de Carvalho

MD, Alfenas Minas Gerais, Brazil

Leandro Urquiza Marques

MD, Departament of Radiology, Hospital Santa Casa, Passos, Minas Gerais, Brazil

Juliano Candido Batista

MD, Department of Plastic Surgery, Hospital Santa Casa, Passos, Minas Gerais, Brazil

Carlos Umberto Pereira

MD, PhD, Department of Neurosurgery of FBHC; Neurosurgery Service, Aracaju, Sergipe, Brazil

Nícollas Nunes Rabelo

MD, MSc, Departament of Neurosurgery, School of Medicine Atenas Passos, MG, Minas Gerais, Brazil

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Publicado

2022-01-06

Como Citar

1.
Negrisoli DH, Silva RP, Almeida RM de, Carvalho CC de, Marques LU, Batista JC, Pereira CU, Rabelo NN. Complicação de ferida operatória após craniectomia descompressiva. Desafio no tratamento. jbnc [Internet]. 6º de janeiro de 2022 [citado 26º de maio de 2022];32(4):415-21. Disponível em: https://jbnc.emnuvens.com.br/jbnc/article/view/1995

Edição

Seção

Case Report

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